Gélida solidão
julho 19, 2008
luarmar
Tags: Poemas
Tão escura..
Ferida profunda
Que não cicatriza nunca..
Não polpa,
Trás madrugadas cruas
Ter sede
De saudade
Na boca angústia..
Na esperança
Busco socorro
Mas esse frio por dentro
Corta, é punhal,
No meu sofrimento.
Estou pelo avesso
E sangro…
Saudade camuflada
Dor que vem e passa
O pensamento persiste
Quase violento invade
Essa minha alma perdida que
Vaga entre a ânsia e a saudade
Vejo tua imagem jogada ao chão
Em pedaços..
Fiz com tua imagem
O que fizeste ao meu coração
Dias de melancolia..
Dor que devasta.. agonia
Amor, que acaba doença ingrata!
Trazem lembranças tuas guardadas
Em alguma gaveta na memória
Do coração.
Sinto…
O inverno por dentro e tudo está
Sem cor….
Meus olhos são cachoeiras..
Inundo meu vazio com minha dor
Vou me afogar nessas águas
Escuras e gélidas da solidão
Sem teu amor.
Fabiana Teixeira
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